A Polícia Civil está em uma intensa busca pelo paradeiro de Denerson Antonio Tomé Lourenço, um homem de 42 anos, suspeito de praticar atos brutais de tortura contra sua companheira e enteado ao longo de um ano na cidade de Taquara, localizada a 90 km de Porto Alegre. As autoridades confirmaram a emissão de um mandado de prisão preventiva contra o suspeito, que encontra-se atualmente foragido, as informações são do Portal G1.

O caso veio à tona na segunda-feira passada (28), quando a mãe e a criança, de apenas 7 anos, conseguiram escapar da residência onde estavam sendo mantidos em cárcere privado. Com a ajuda de uma prestativa professora, eles conseguiram chegar até Novo Hamburgo, utilizando um transporte por aplicativo, onde acionaram a Brigada Militar (BM) para pedir ajuda. Após o resgate, mãe e filho foram levados a uma delegacia local, onde compartilharam os horrores que haviam vivido. Posteriormente, receberam cuidados médicos e encaminhamento para um local de acolhimento.

De acordo com o delegado Valeriano Garcia Neto, as agressões começaram há aproximadamente um ano. O suspeito teria conhecido a mulher pela internet e, após um período de relacionamento, decidiram morar juntos na residência da mulher, que já tinha um filho. Logo após o início da convivência, começaram os episódios de violência.

Segundo o relato da vítima às autoridades, ao longo desse período, eles foram submetidos a estupros, espancamentos, torturas com choques elétricos, tentativas de afogamento e ameaças constantes. A mulher também revelou que estavam impedidos de sair da residência sem autorização, sendo monitorados por um sistema de câmeras de segurança. Além disso, foram proibidos de compartilhar o endereço da residência com familiares.

O delegado Valeriano Garcia Neto expressou sua indignação diante da extrema brutalidade do caso: “O depoimento da vítima relata histórico de estupros brutais com [o uso de] instrumentos na mulher e também na criança. Espancamentos violentos. Sessões de tortura com choques elétricos e a vítima com o corpo molhado. Humilhações e espancamentos inimagináveis. Com 13 anos de polícia, nunca vi algo com tamanha brutalidade.”

A vítima conseguiu escapar ao enganar o agressor, inventando a necessidade de comparecer a uma reunião escolar do filho. O agressor permitiu, o que possibilitou a fuga e o pedido de ajuda.

A Polícia Civil está solicitando que qualquer informação que leve ao paradeiro do suspeito seja reportada através do número de emergência 190. A investigação continua em andamento, com foco na captura do suspeito e na garantia da segurança das vítimas.