Ex-presidente Bolsonaro nega apropriação de bens públicos em meio a investigação policial
Hoje, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro emitiu um comunicado veemente, refutando veementemente quaisquer acusações de apropriação indevida ou desvio de bens públicos. A nota foi assinada pelos escritórios de advocacia renomados D.B. Tesser e Paulo Amador Cunha Bueno e divulgada pelo jornal O Globo.
Na declaração, Bolsonaro enfatiza sua completa inocência: “O Presidente Bolsonaro reitera que jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária”, afirmam os advogados em nome de Bolsonaro.
A polêmica surge em meio à recente deflagração da Operação Lucas 12:2 pela Polícia Federal (PF). A operação investiga alegações de que presentes oferecidos a Bolsonaro por delegações estrangeiras durante suas missões oficiais tenham sido ilegalmente vendidos. Itens como joias e um relógio Rolex estão no centro das investigações.
Em particular, o advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, está sob escrutínio dos investigadores. A PF alega que Wassef comprou novamente, nos Estados Unidos, o relógio que teria sido vendido ilegalmente pelo general Mauro César Lourena Cid, pai de Mauro Cid, um dos principais colaboradores do ex-presidente. A recompra foi supostamente destinada a cumprir uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) para a devolução do item ao governo federal.
A PF também alega que os valores provenientes das vendas foram transformados em dinheiro em espécie e incorporados ao patrimônio pessoal dos investigados, utilizando intermediários e evitando o sistema bancário formal para ocultar a origem dos recursos.
A defesa de Bolsonaro também reafirma que o ex-presidente, por iniciativa própria, solicitou ao Tribunal de Contas da União o depósito dos itens presenteados por governos estrangeiros, como joias, enquanto aguardava uma decisão final sobre o tratamento desses itens.
Até o momento, as defesas de Mauro Cid, Mauro César Lorena Cid e Frederick Wassef não se pronunciaram sobre o caso.
O desenrolar dessas alegações continua a ser acompanhado de perto por setores políticos e pela opinião pública, enquanto o sistema judiciário analisa as evidências apresentadas pela Polícia Federal e as declarações da defesa do ex-presidente Bolsonaro.
Com informações de GZH.
