As temidas piranhas vermelhas, conhecidas como “palometas”, têm causado pânico entre os pescadores e ambientalistas no estado do Rio Grande do Sul. Relatos indicam que esses predadores vorazes avançaram pelo Rio Gravataí e agora alcançaram o Banhado Grande, colocando em risco a biodiversidade da região.

Desde 2021, pescadores já haviam alertado as autoridades sobre a presença das palometas no Rio Gravataí, mas pouco foi feito para conter seu avanço. Essas piranhas são notórias por atacarem em cardumes, causando grandes estragos em suas passagens e afetando especialmente a pesca artesanal.

A situação é ainda mais alarmante considerando que as palometas não são nativas da região Sul do Brasil. Especialistas acreditam que elas podem ter chegado através de canais de irrigação no Vale do Rio Pardo e, somado ao aquecimento global, o fenômeno se intensificou, facilitando a disseminação dessas espécies invasoras.

Na manhã desta terça-feira (01/08), o pescador Miro tornou-se protagonista de um fato histórico ao ser o primeiro a fisgar uma palometa na Prainha do Mato Alto, na região Parque dos Anjos em Gravataí. A região é conhecida por receber muitos visitantes em busca de banhos de verão, o que aumenta a relevância e preocupação com a presença desses predadores no local.

Agora, a situação se agrava, uma vez que as palometas também foram encontradas no Banhado, uma Área de Preservação Ambiental (APA). Isso gera ainda mais apreensão entre os ambientalistas, que temem os impactos negativos que essas piranhas poderiam causar à flora e fauna do ecossistema local.

Com a proximidade dos rios Jacuí, Tramandaí e a lagoa do Barros, há uma grande probabilidade de que as palometas continuem a se espalhar, representando uma séria ameaça para outras regiões do estado, incluindo o litoral.

Informações Jornal Folha de Gravataí

📷Crédito/D.K