Operação Collis Crucis desarticula grupo que negociava armas de fogo de grosso calibre em Porto Alegre
Ação da Polícia Civil apreende fuzis, pistolas e drogas
Uma operação da Polícia Civil desarticulou um grupo criminoso que negociava armas de fogo de grosso calibre em Porto Alegre. A ação, deflagrada nesta sexta-feira (1/9), cumpriu 18 ordens judiciais, sendo oito bloqueios de contas bancárias e 10 de busca e apreensão nos bairros São José e Aberta dos Morros, na capital gaúcha, além da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) e do Presídio Estadual de Sapucaia do Sul (PESS).
Uma pessoa foi presa em flagrante com drogas e armas. Nas buscas no presídio de Sapucaia, foram apreendidos cinco telefones e buchas de maconha e cocaína.
A investigação, que durou seis meses, foi coordenada pela Delegacia de Investigações do Narcotráfico (1ª DIN) do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), com apoio da Polícia Penal.
As apurações iniciaram em janeiro de 2023, quando a 1ª DIN apreendeu um telefone celular dentro da PASC no momento em que um presidiário utilizava o aparelho. O detento é liderança da localidade chamada Morro da Tuca, em Porto Alegre.
Foi constatado que o grupo comprava armas de fogo de grosso calibre, como fuzis Colt calibre 556 e pistolas marca Ramon, por preços entre R$ 60 mil e R$ 12 mil. Posteriormente, eles efetuavam a revenda dentro do Estado a valores maiores.
Ainda, o grupo era especializado na distribuição de maconha no Rio Grande do Sul e na lavagem de capitais mediante transferência reiterada dos valores para contas de terceiros.
O delegado de polícia Guilherme Dill, responsável pela investigação, enfatiza “a investigação policial qualificada permite que a cúpula do grupo criminoso também sofra as consequências da atuação policial. A investigação que se iniciou com uma apreensão de celular dentro do sistema prisional e que decorreu de dedicação intensa dos policiais demonstrou que o crime não compensa”.
O Diretor de Investigações do Denarc, delegado Alencar Carraro, destaca a técnica e expertise da equipe da 1ª DIN empregada na investigação, centrada sobretudo nas lideranças do Narcotráfico da Zona Leste da Capital. “O monitoramento dos líderes das facções gaúchas é constante, certamente contribuirá para a redução ainda maior de crimes graves, como homicídio”, destaca o delegado.
