Ex-diretor da Penitenciária de Rio Grande é denunciado por permitir entrada de drogas e celulares
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS) apresentou novas denúncias ao Poder Judiciário contra um ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg), quatro apenados e um chefe de organização criminosa. As acusações incluem corrupção ativa e passiva, ingresso de celulares e acessórios na penitenciária, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Os crimes teriam sido cometidos entre maio de 2021 e fevereiro de 2023. Segundo a denúncia, o ex-diretor recebeu mais de R$ 458 mil para permitir a entrada de materiais ilícitos na prisão, enquanto os apenados investigados lucraram quase R$ 4 milhões com o tráfico de drogas dentro do presídio.
Conexão com o tráfico de gás
A investigação aponta que o ex-diretor mantinha estreito contato com o chefe da organização criminosa, que dominava o comércio de botijões de gás em Rio Grande. As comunicações entre os dois ocorriam por meio de chamadas de vídeo feitas de dentro da penitenciária.
Operação Perg 2
As novas denúncias são desdobramentos da Operação Perg 2, deflagrada em 5 de julho de 2023, que prendeu preventivamente o ex-diretor e outro agente penitenciário. A operação também desarticulou um braço da facção que dominava o comércio de gás na cidade.
