Como será o clima no inverno na transição de El Niño para La Niña
O inverno de 2024 se inicia no dia 20 de junho, marcado por condições neutras no Oceano Pacífico Equatorial. Essa neutralidade deve persistir durante grande parte da estação, com a expectativa de transição para o fenômeno La Niña a partir do final do inverno, as informações são da Metsul.
A previsão geral indica um inverno com temperatura acima da média na maior parte do Brasil, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. No Sul, o Paraná deve ter a temperatura mais elevada, enquanto Santa Catarina terá desvios positivos menores. O Rio Grande do Sul, por sua vez, terá temperatura acima da média, mas com maior influência de massas de ar frio do que o Paraná.
É importante ressaltar que, mesmo com a tendência de temperatura acima da média, episódios de frio intenso, apesar de pontuais, ainda são possíveis. Agosto e setembro serão os meses com maior alternância de calor e frio, o que aumenta o risco de tempo severo e danos à fruticultura.
Quase todos os modelos internacionais preveem chuva abaixo ou muito abaixo da média para o Sul do Brasil. A MetSul Meteorologia, por outro lado, apresenta uma perspectiva diferente, projetando chuva perto da média ou acima dos valores climatológicos para grande parte do Rio Grande do Sul e algumas áreas de Santa Catarina. Paraná e parte de Santa Catarina devem ter precipitação abaixo a muito abaixo da média.
Períodos mais prolongados de tempo firme são esperados para julho e agosto, com aumento das precipitações em setembro. Apesar da tendência geral, episódios de chuva volumosa como os de maio e junho são considerados improváveis.
O padrão de temperatura muito acima da média no Centro do Brasil, que acompanhou os eventos extremos de chuva e enchentes do segundo semestre de 2023 e do início deste ano, deve se manter durante o inverno. Isso aumenta o risco de novos episódios de chuva volumosa no Rio Grande do Sul.
Para o Centro-Oeste e Sudeste, a tendência é de chuva abaixo da média na maior parte ou na quase totalidade das regiões. O tempo seco com pouca chuva deve manter o número elevado de queimadas no Centro-Oeste, com agravamento da situação no Pantanal.
Além disso, o número de queimadas deve subir acentuadamente no interior de São Paulo e no Cerrado, com risco para parques nacionais e reservas naturais. Espera-se ainda um aumento significativo de queimadas no Sul da Amazônia, o que pode levar fumaça para o Sul e o Sudeste do Brasil mais tarde na estação.
O aumento da frequência de massas de ar quente e úmidas, associado à alternância de calor e frio, eleva o risco de tempo severo, incluindo tempestades com granizo e vento forte, especialmente em agosto e setembro. A possibilidade de tornados, como já observados em invernos passados, também deve ser considerada.
