A promotora de Justiça Karinna Orlandi, de Guaíba, solicitou ao Conselho Tutelar um relatório completo sobre o caso de Kerollyn Souza Ferreira, de nove anos, encontrada morta em um contêiner de lixo no bairro Cohab Santa Rita, em 9 de agosto. A mãe da criança foi presa temporariamente sob suspeita de homicídio, após relatos de violência e negligência por parte dela.

Testemunhas, incluindo uma vizinha que acionou o Conselho Tutelar 20 vezes, relataram que Kerollyn sofria maus-tratos constantes, vivia sozinha nas ruas, com fome e carente de afeto. O Ministério Público mencionou que, em 2023, recebeu um relatório do Centro Integrado Amanhecer sobre a situação da menina, mas não houve outros registros desde então. A promotora destacou a importância de relatar ao MP qualquer violação de direitos durante o acompanhamento de crianças pela rede de proteção.

A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da mãe por tortura, enquanto o MP recomendou a prisão temporária por homicídio. A investigação apura se Kerollyn foi dopada antes de sua morte. O Conselho Tutelar de Guaíba, sem se manifestar diretamente sobre o caso, reafirmou seu compromisso em proteger os direitos das crianças, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A prefeitura de Guaíba confirmou que Kerollyn havia sido encaminhada para tratamento de saúde mental em 2022, mas não aderiu ao processo. No entanto, a situação foi comunicada ao Conselho Tutelar, que teria sido acionado novamente na semana passada, antes da morte da menina.