Ataque hacker provoca furto bilionário e expõe falha grave em empresa de tecnologia

Investigação aponta vulnerabilidade em sistema que conecta instituições financeiras ao Banco Central, causando bloqueios e apreensão no mercado

O recente ataque hacker que explorou fragilidades no sistema de uma empresa responsável pela intermediação entre instituições financeiras e o Banco Central resultou em um prejuízo que pode chegar a R$ 1 bilhão, tornando-se um dos maiores crimes cibernéticos da história do país. Criminosos teriam usado credenciais de clientes para acessar contas reserva, destinadas exclusivamente à liquidação de transferências interbancárias, afetando temporariamente operações via Pix.

Em resposta, o Banco Central determinou o desligamento imediato do acesso dessas instituições aos sistemas operados pela empresa alvo do ataque, como medida preventiva para evitar novos danos. Apesar de não terem tido sua infraestrutura comprometida, diversos bancos que integram a rede Pix enfrentaram interrupções temporárias em transferências, gerando preocupações entre clientes e no mercado financeiro.

A Polícia Federal pretende instaurar inquérito para apurar detalhes do caso, enquanto a empresa de tecnologia afirma colaborar com as investigações e manter seus sistemas críticos operacionais. O site da companhia permanece fora do ar desde a manhã do dia 2, e caso seja comprovada falha de segurança interna, ela poderá ser responsabilizada pelos prejuízos, já que, por não atuar como banco, não possui obrigação de manter depósitos de garantia para cobrir eventuais fraudes.

Segundo apurações, aproximadamente R$ 500 milhões desviados seriam de um único cliente, e outras instituições tiveram o Pix suspenso por determinação do BC, embora continuem operando normalmente com TED. Especialistas avaliam que esse episódio demonstra a importância de reforçar protocolos de segurança, sobretudo em empresas homologadas para atuar no sistema financeiro nacional, a fim de evitar impactos tão extensos em futuras invasões.

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