Fábrica destruída: Toyota pode demorar até 2026 para retomar produção no Brasil
Temporal afeta unidade de motores em SP, paralisa fábricas e impacta exportações até para os EUA
A produção nacional da Toyota enfrenta um cenário dramático após a destruição quase total da fábrica de motores em Porto Feliz (SP), atingida por um temporal com ventos de até 90 km/h. O impacto da tempestade, ocorrida no dia 21 de setembro, foi tão severo que partes do telhado foram encontradas a quilômetros de distância, e equipamentos de alta precisão ficaram danificados por água e queda de estruturas. Diante da complexidade técnica envolvida, a unidade deverá passar por um processo de reconstrução que pode se estender até o início de 2026.
A crise afeta diretamente outras unidades da Toyota no Brasil e pode provocar reflexos até nos Estados Unidos, já que a fábrica de Porto Feliz também fornece motores e componentes para o exterior. Em função disso, a produção dos modelos Corolla (em Indaiatuba) e Corolla Cross (em Sorocaba), além do SUV Yaris Cross, que teria lançamento em outubro, está comprometida. A empresa confirmou a paralisação e está avaliando os prejuízos, mas ainda não divulgou uma estimativa para retomar as operações.
Enquanto a reconstrução não acontece, cerca de 4.600 funcionários serão afastados temporariamente, conforme acordo firmado entre a Toyota e o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba. Os trabalhadores ficarão inicialmente em casa com desconto no banco de horas, depois entram em férias coletivas de 20 dias e, na sequência, passarão por um período de layoff que poderá durar de dois a cinco meses. Os salários serão mantidos quase integralmente: 100% para quem recebe até R$ 4.500 e entre 80% e 90% para os demais, com benefícios garantidos, como o convênio médico e a participação nos lucros.
