Argentina registra superávit fiscal pelo segundo ano consecutivo sob Milei

Política de déficit zero garante saldo positivo nas contas públicas e queda acentuada na inflação em 2025

A Argentina encerrou o ano de 2025 com superávit em suas contas públicas pela segunda vez consecutiva, feito que não ocorria desde 2008. Segundo dados divulgados pelo ministro da Economia, Luis Caputo, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, o superávit primário atingiu 1,4% do PIB, enquanto o superávit fiscal fechou em 0,2%. O resultado consolida a estratégia de “déficit zero” do presidente Javier Milei, sustentada por um rígido ajuste nos gastos governamentais, incluindo a redução de subsídios e o congelamento de orçamentos em setores como saúde e educação.

O desempenho econômico também refletiu na queda drástica da inflação, que encerrou o último ano em 31,5%, o menor índice desde 2017. Para efeito de comparação, o indicador havia registrado 117,8% em 2024. Apesar da desaceleração no ritmo anual, os preços apresentaram uma ligeira aceleração no último quadrimestre de 2025, fechando dezembro com alta mensal de 2,8%. O governo projeta que a manutenção da ordem fiscal permitirá, futuramente, a redução de impostos e a devolução de recursos para o setor privado.

No âmbito social, os dados mostram uma redução significativa nos índices de pobreza, que recuaram de 52,9% no início de 2024 para 31% no primeiro semestre de 2025. O cenário de estabilização financeira permitiu ainda que a Argentina obtivesse um voto de confiança do FMI, com a liberação de um empréstimo de US$ 20 bilhões em abril passado. O governo reforça que a âncora fiscal permanecerá como uma política de Estado inegociável para garantir o crescimento econômico sustentado e o controle inflacionário.

Belissimas

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