Caso Orelha: o que se sabe até agora sobre a morte do cão em SC

A morte do cachorro Orelha, um cão comunitário da Praia Brava, em Santa Catarina, provocou intensa comoção em todo o Brasil. O animal foi atacado por quatro adolescentes no dia 4 de janeiro e, apesar de ter sido socorrido e levado a uma clínica veterinária, não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte, devido à gravidade das lesões.

A repercussão do caso levou a Polícia Civil de Santa Catarina a abrir uma investigação. No sábado, 26 de janeiro, foi deflagrada uma operação de busca e apreensão que cumpriu mandados contra os adolescentes e seus familiares. Celulares e dispositivos eletrônicos foram apreendidos, e a polícia segue ouvindo testemunhas e analisando mais de 72 horas de imagens coletadas de câmeras públicas e privadas.

Entre os adultos investigados, estão dois empresários e um advogado, segundo a polícia. Parte dos adolescentes envolvidos viajou para os Estados Unidos, em uma viagem previamente agendada, conforme as autoridades.

Nenhum dos suspeitos foi preso até o momento, mas familiares dos jovens foram indiciados por coação, suspeitos de tentar intimidar testemunhas e interferir na investigação.

A polícia também apura outro caso de agressão cometido pelo mesmo grupo contra um segundo cão, conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar do ataque.

Após o crime, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou a Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário, garantindo direitos e proteção especial a animais que vivem em comunidades e são cuidados coletivamente por moradores e comerciantes locais.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, os adolescentes podem ser responsabilizados com medidas socioeducativas, mas não respondem penalmente como adultos.

O caso Orelha reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais no país, destacando a importância da conscientização e da aplicação rigorosa das leis de proteção animal.

Sindilojas

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