Exportações de açúcar recuaram 11,7% em 2025 e reduzem receita do Brasil
País embarcou 33,77 milhões de toneladas e manteve a liderança global, mas faturamento recuou 24,2% com preços internacionais mais baixos

As exportações brasileiras de açúcar totalizaram 33,77 milhões de toneladas em 2025, registrando o segundo maior volume da série histórica, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Datagro. Apesar do resultado expressivo, o volume embarcado ficou 11,7% abaixo do registrado em 2024, quando o país exportou 38,237 milhões de toneladas. A receita somou US$ 14,109 bilhões, o que representa uma queda de 24,2% na comparação anual.
Mesmo com a retração, o Brasil manteve a liderança global nas exportações de açúcar, sustentado pela competitividade do produto brasileiro e pela demanda internacional, com destaque para China e Bangladesh ao longo do ano.
O açúcar branco respondeu pela maior parte dos embarques, com 29,469 milhões de toneladas, queda de 12,0%, enquanto o açúcar bruto somou 4,305 milhões de toneladas, recuo de 9,6%. Avanços em infraestrutura e logística portuária ampliaram a capacidade de escoamento do produto, contribuindo para a redução dos estoques nos principais mercados compradores.
Entre os destinos, a China liderou as importações em 2025, com 4,739 milhões de toneladas, crescimento de 56,9% em relação ao ano anterior. A Índia ocupou a segunda posição, com 2,628 milhões de toneladas, queda de 21,6%, seguida pela Argélia, com 2,121 milhões de toneladas, retração de 4,7%.
Desempenho em dezembro
Em dezembro, as exportações brasileiras de açúcar alcançaram 2,912 milhões de toneladas, alta de 2,92% frente ao mesmo mês de 2024. Os embarques de açúcar bruto somaram 2,469 milhões de toneladas, com leve queda de 1,0%, enquanto o açúcar branco atingiu 443 mil toneladas, crescimento de 31,6% na comparação anual.
Com a queda dos preços internacionais e os efeitos da variação cambial, o preço médio do açúcar exportado em dezembro foi de US$ 374,55 por tonelada, recuo de 21,6% em relação a dezembro de 2024 e o menor patamar desde novembro de 2021. Como resultado, a receita mensal caiu 19,4%, totalizando US$ 1,091 bilhão.
No último mês do ano, a China manteve-se como principal destino do açúcar brasileiro, com 385 mil toneladas, seguida pela Arábia Saudita, com 324 mil toneladas, e pela Argélia, com 228 mil toneladas.
* Com informações de CNN Brasil.







