Irã ameaça retaliar com ataques a alvos dos EUA e de Israel em meio à nova onda de protestos

Presidente do parlamento iraniano eleva tom e alerta que centros militares e navios americanos podem ser atingidos em caso de ofensiva

Em um momento de grande tensão interna, o Irã ameaçou atacar alvos militares dos Estados Unidos e de Israel caso sofra uma nova investida militar durante os protestos que tomam conta do país. O aviso foi dado neste domingo (11) pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em pronunciamento transmitido pela TV estatal. Ele declarou que “territórios ocupados” e navios americanos seriam considerados alvos legítimos, numa referência indireta também a Israel, que o Irã não reconhece como Estado.

A ameaça acontece em meio a uma crise interna marcada por protestos massivos que já deixaram ao menos 65 mortos e mais de 2.300 presos em diversas regiões do país. Apesar do tom agressivo, analistas apontam que não está claro se o regime realmente considera iniciar uma ação militar, especialmente após as fragilidades reveladas em sua defesa aérea durante o conflito de junho contra Israel. Qualquer decisão definitiva sobre uma escalada bélica caberia ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos.

Enquanto isso, os Estados Unidos informaram que suas tropas estão posicionadas no Oriente Médio com ampla capacidade de combate, prontas para defender interesses americanos e seus aliados na região. O histórico recente inclui um ataque iraniano à base aérea americana de Al Udeid, no Catar, e o contínuo monitoramento das movimentações da 5ª Frota da Marinha dos EUA, sediada no Bahrein. Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discutiu a situação com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reforçando a preocupação global diante da escalada retórica do regime iraniano.

Alfa

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