Polícia Federal colhe depoimentos sobre compra do Banco Master pelo BRB

Investigação apura esquema de rendimentos irreais em CDBs que pode ter movimentado R$ 12 bilhões no mercado financeiro

A Polícia Federal inicia, nesta segunda-feira, 26 de janeiro, uma série de oito depoimentos de investigados no inquérito que apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). As sessões, autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, ocorrerão na sede do Supremo Tribunal Federal (STF) de forma presencial e por videoconferência. Entre os convocados para o primeiro dia estão o diretor de Finanças do BRB, Dário Oswaldo Garcia Junior, e o superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master, Alberto Felix de Oliveira.

A investigação foca na emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rendimento de até 40% acima da taxa de mercado, valores considerados irreais pelos investigadores. A Polícia Federal aponta indícios de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, estimando que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 12 bilhões. O grupo investigado teria explorado vulnerabilidades do mercado de capitais por meio de fundos de investimento e transações entre partes relacionadas sob controle de laranjas e sócios ocultos.

O cronograma de oitivas prossegue na terça-feira com depoimentos de diretores de riscos e sócios da instituição privada. O inquérito, que foi prorrogado recentemente por mais 60 dias, busca aprofundar as provas colhidas na Operação Compliance Zero, que já resultou na prisão temporária do controlador do Banco Master no ano passado. A operação de aquisição entre os bancos, anunciada originalmente em março, foi interrompida após ser barrada pelo Banco Central diante das suspeitas de fraudes financeiras e manipulação de mercado.

Eccos

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