Produção veicular com kits importados ameaça 69 mil empregos no Brasil diz Anfavea

Um levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta terça-feira, 20 de janeiro, revela que a substituição da produção nacional pela montagem de kits importados (CKD e SKD) pode eliminar 69 mil empregos diretos. O impacto se estende por toda a cadeia produtiva, ameaçando outros 227 mil postos indiretos. Além da crise no mercado de trabalho, a entidade estima uma perda econômica de R$ 103 bilhões para fabricantes de autopeças e uma redução de R$ 26 bilhões na arrecadação tributária anual.

A polêmica central envolve a isenção do Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos desmontados, benefício que vence no dia 31 de janeiro. A Anfavea pressiona o governo federal para que a medida não seja renovada, argumentando que o incentivo à montagem simplificada em alto volume desestimula a indústria de alta complexidade e prejudica a balança comercial. Atualmente, montadoras tradicionais criticam o modelo de operação de marcas como a chinesa BYD, que utiliza o regime de montagem menos complexo em sua unidade na Bahia.

De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o objetivo não é impedir a concorrência, mas garantir um ambiente competitivo justo com regras iguais para todos os fabricantes. A associação defende que modelos produtivos simplificados não desenvolvem cadeias locais nem agregam valor tecnológico ao país a longo prazo. Até o momento, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que não recebeu pedidos formais do setor para a renovação das cotas de importação com imposto zerado.

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