Torres registra mais de 6 mil casos de queimaduras por águas-vivas no início da temporada

Município lidera ranking no Litoral Norte gaúcho em verão marcado por águas cristalinas e aumento expressivo de ocorrências.
A cidade de Torres já registrou mais de 6,6 mil casos de queimaduras por águas-vivas neste início de temporada de verão, consolidando-se como o município com o maior número de ocorrências no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O aumento é alarmante quando comparado ao cenário regional do ano anterior: em todo o litoral, os atendimentos saltaram de 9,1 mil em 2024 para mais de 23 mil registros oficiais até o dia 31 de dezembro. Especialistas apontam que a combinação de mar quente, águas claras e a predominância do vento Nordeste favorece a aproximação desses organismos da orla.
Entre as espécies identificadas pelo Ceclimar/UFRGS, as mais frequentes são a pequena e transparente “reloginho” e a perigosa caravela-portuguesa, reconhecida por seus tons azuis e tentáculos longos. Além das condições ambientais, o Corpo de Bombeiros destaca que o fator humano contribui para a estatística elevada em Torres, devido à maior permanência dos banhistas na água nesta praia específica. Outros municípios também apresentam números altos, como Arroio do Sal, com 2.908 casos, e Capão da Canoa, que soma 2.704 ocorrências.
As autoridades de segurança reforçam orientações vitais para quem sofrer contato com os animais: deve-se retirar os tentáculos com cuidado e lavar o local exclusivamente com água do mar. É fundamental evitar o uso de água doce, areia ou substâncias caseiras, que podem agravar a lesão. Os guarda-vidas nas guaritas dispõem de vinagre para o tratamento inicial, substância indicada para neutralizar a toxina. Em casos de reações mais graves, a recomendação é buscar atendimento médico imediato nas unidades de saúde locais.







