Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno

O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A.. A decisão foi fundamentada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, que apresentava deterioração de liquidez e infringência às normas do Sistema Financeiro Nacional. O banco, controlado pelo empresário Augusto Ferreira Lima, concentra cerca de 0,04% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro.
O controlador da instituição, conhecido como “Guga Lima”, é ex-sócio do Banco Master e foi preso recentemente no âmbito da Operação Compliance Zero. As investigações apuram fraudes estimadas em R$ 12 bilhões relacionadas à emissão irregular de títulos de crédito. Com a decretação da liquidação, os bens de controladores e administradores do Banco Pleno tornam-se indisponíveis para garantir o ressarcimento de possíveis prejuízos.
O escândalo gerou repercussão no cenário político, dado o histórico de Lima na gestão de cartões de crédito consignados para servidores públicos. O Banco Central afirmou que manterá a apuração de responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e criminais. A autarquia reforçou que o Banco Pleno é uma instituição de pequeno porte e que a medida visa preservar a higidez do mercado financeiro.






