Comoção em Nova Prata: ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque será sepultada neste domingo
Velório ocorre na Câmara de Vereadores e sepultamento será realizado no domingo, 22 de fevereiro, no Cemitério Municipal Placidina Vieira de Araújo

A comunidade de Nova Prata, na Serra Gaúcha, se despede com profunda tristeza da ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque, que faleceu aos 47 anos. O velório ocorre na Câmara de Vereadores de Nova Prata, reunindo familiares, amigos e lideranças locais para as últimas homenagens.
O sepultamento será realizado às 13h30 deste domingo, 22 de fevereiro, no Cemitério Municipal Placidina Vieira de Araújo, em Nova Prata.
Roseli nasceu em 12 de novembro de 1978 e deixa os filhos Allan Albuquerque e André Roberto Albuquerque, além da mãe, Margarete David da Silva Pires, irmãos, demais familiares e um amplo círculo de amigos. Seu pai, Otacílio Pires (Barroso), é lembrado in memoriam.
O caso
A morte de Roseli ocorreu na madrugada de sábado, 21 de fevereiro, por volta das 3h30, em um apartamento localizado na Avenida Presidente Vargas, no Centro de Nova Prata. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio e gerou forte comoção na comunidade.
De acordo com a delegada Liliane Pasterman Kramm, o autor, ex-marido da vítima, teria utilizado as chaves que ainda possuía para acessar o prédio e o imóvel. O casal estava separado havia cerca de seis meses e tinha um filho em comum.
Antes do crime, Roseli chegou a enviar mensagens e ligar para a mãe pedindo ajuda. A mãe da vítima foi até o local e acionou a Brigada Militar. Os policiais retiraram a criança do apartamento antes de arrombarem a porta. Conforme a autoridade policial, o filho não presenciou os fatos.
No interior do imóvel, foram constatados os óbitos. Segundo a investigação, foi utilizada uma faca. A perícia e a necropsia já foram realizadas, e os corpos foram liberados.
Histórico de violência
A delegada informou que havia histórico antigo de violência doméstica entre o casal, mas não existiam medidas protetivas vigentes nem registros policiais recentes.
“A gente vai percebendo que tem muita violência que vai ficando por debaixo do tapete, sendo apaziguada”, destacou a delegada, ao reforçar a importância da denúncia e do acompanhamento de situações de risco.
Com a morte do autor, a responsabilização criminal fica inviabilizada. O inquérito policial será concluído para comprovação da autoria, sem possibilidade de punição legal.
Sepultamento do autor
O homem apontado como autor, Ari Albuquerque, de 48 anos, também será sepultado. O velório ocorre na Capela Mortuária Santa Cruz, em Nova Prata, e o sepultamento está marcado para 10h30 deste domingo, 22 de fevereiro, no Cemitério Municipal Placidina Vieira de Araújo.
Ele nasceu em 16 de abril de 1977 e deixa os pais Julio e Lucia Albuquerque, filhos, irmãos e demais familiares.
Alerta à comunidade
Durante coletiva, a delegada fez um apelo às mulheres que vivenciam situações de violência doméstica para que busquem apoio junto aos órgãos de segurança e projetos especializados, como o Projeto Rosas, da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
O caso reacende o debate sobre a importância da denúncia, do acompanhamento de situações de violência doméstica e do fortalecimento da rede de proteção às mulheres.






