Defesa de Bolsonaro alega piora de saúde e pede laudo para prisão domiciliar

Advogados relatam episódios de vômitos e crises de soluços do ex-presidente para acelerar decisão do STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, urgência na entrega do laudo médico elaborado pela Polícia Federal. Os advogados alegam que o estado de saúde do ex-presidente está fragilizado, com o surgimento de crises de soluços acentuadas e episódios de vômitos nos últimos dias. O documento pericial é considerado fundamental para a análise do pedido de prisão domiciliar humanitária.

O laudo médico foi realizado por uma junta da PF no dia 20 de janeiro, após determinação do ministro Alexandre de Moraes. Segundo a defesa, o prazo para a entrega do parecer técnico já se esgotou, o que estaria impedindo a manifestação do assistente técnico indicado pelos advogados e atrasando o julgamento da medida. A petição requer que a Superintendência da Polícia Federal em Brasília seja intimada a anexar o documento aos autos com máxima urgência.

Jair Bolsonaro está preso desde o dia 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados a uma trama golpista, corrupção e incitação a atos antidemocráticos. A perícia médica é a etapa prévia necessária para que o relator possa avaliar se a condição clínica do detento justifica o cumprimento da pena em regime domiciliar.

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