Empresário é indiciado por falha mecânica em acidente fatal no Mátria Parque
Laudo aponta que sistema de abertura interna de portas travou, impedindo a fuga de casal de Porto Alegre após queda em lago

A Polícia Civil de São Francisco de Paula concluiu o inquérito sobre o acidente ocorrido em julho de 2025 no Mátria Parque de Flores, indiciando o proprietário da empresa terceirizada responsável pelos carrinhos elétricos. A investigação apontou que uma falha no sistema de abertura interna das portas foi determinante para a morte de Natalino de Vargas Domeraski e Jane Beatriz da Silva Frohlich, ambos de 61 anos. O casal, morador de Porto Alegre, morreu por afogamento após o veículo cair em um dos lagos do parque.
O laudo técnico do Instituto-Geral de Perícias (IGP), fundamental para a conclusão do caso em janeiro de 2026, confirmou que o mecanismo de segurança do veículo não funcionou corretamente no momento da queda. Segundo os peritos, o travamento das portas pelo lado de dentro impediu que as vítimas escapassem do equipamento submerso. O documento ressalta que, caso o dispositivo estivesse em condições adequadas, o casal teria chances reais de realizar uma tentativa de fuga, o que poderia ter evitado a tragédia.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que agora decidirá se oferece denúncia formal à Justiça contra o empresário, cujo nome não foi divulgado. O acidente ocorreu às margens da ERS-235 e gerou grande repercussão sobre os protocolos de segurança em parques temáticos da Serra Gaúcha. Até esta quinta-feira, 5 de fevereiro, a administração do Mátria Parque de Flores não se pronunciou oficialmente sobre os resultados da perícia ou o indiciamento do fornecedor terceirizado.






