Lula anuncia financiamentos para desabrigados em Minas com modelo aplicado no RS

Governo federal promete reconstrução de moradias e apoio integral às cidades atingidas pelas chuvas na Zona da Mata

Os financiamentos de moradias para famílias que perderam suas casas nas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais seguirão o mesmo modelo adotado nas enchentes do Rio Grande do Sul há dois anos. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, neste sábado, 28 de fevereiro, após reunião com prefeitos de cidades afetadas.

Durante declaração à imprensa em Juiz de Fora, Lula garantiu que a União dará apoio integral às cidades atingidas, com medidas que incluem reconstrução de moradias, assistência às prefeituras e linhas de crédito para pequenos empresários prejudicados pelos temporais.

“Aprendemos com a tragédia no Rio Grande do Sul. Vamos ajudar os prefeitos a recuperar suas cidades, vamos ajudar os pequenos empresários a ter crédito para recuperar suas empresas e vamos dar casa para as pessoas que perderam suas casas”, afirmou o presidente.

As novas residências, segundo Lula, não serão reconstruídas em áreas de risco, como encostas ou regiões sujeitas a alagamentos. Caso o município não disponha de terrenos adequados, o governo poderá adotar o modelo de compra assistida, já utilizado em outras tragédias climáticas.

Nesse formato, a família recebe um valor do governo federal para adquirir uma casa nova ou usada em qualquer cidade do estado, com custo integral arcado pela União. “Se a cidade não tiver terreno, vamos arrumar. Se não tiver, vamos adotar o sistema de compra assistida”, reforçou.

Sobrevoo e visitas às áreas atingidas

Na manhã de sábado, 28 de fevereiro, o presidente sobrevoou municípios afetados e visitou áreas devastadas em Juiz de Fora, cidade com maior número de vítimas e milhares de desalojados. Lula também esteve em um centro de acolhimento provisório para conversar com moradores.

Além de Juiz de Fora, cidades como Ubá, Matias Barbosa, Divinésia e Senador Firmino registraram deslizamentos, alagamentos e danos a prédios públicos.

Em reunião com prefeitos da região, o presidente solicitou um levantamento detalhado dos prejuízos para viabilizar a liberação de recursos federais. “O que for material, seja na saúde, na educação ou na infraestrutura, nós vamos garantir que seja recuperado”, declarou.

Recursos emergenciais e apoio social

O governo federal anunciou a liberação de recursos para ações emergenciais e assistência humanitária nos municípios em situação de calamidade pública. Os valores serão destinados ao restabelecimento de serviços essenciais, manutenção de abrigos e reconstrução de estruturas públicas.

Também foi confirmada a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias atingidas. Moradores poderão solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), conforme as regras para desastres naturais.

Pequenos empresários terão acesso facilitado a crédito para retomar atividades e recompor estoques e equipamentos perdidos.

Compromisso com a reconstrução

Ao final da agenda, Lula afirmou que o apoio federal não dependerá de alinhamento político com prefeitos ou lideranças locais. “Não importa o partido do prefeito. Teve problema na cidade, tem projeto bem-feito e demanda verdadeira, nós vamos ajudar”, disse.

O presidente reconheceu que vidas perdidas não podem ser recuperadas, mas garantiu empenho do governo na reconstrução. “A vida a gente não consegue trazer de volta. Mas podemos garantir que as pessoas tenham perspectiva e dignidade para recomeçar”, concluiu.

A pedido de Lula, o evento foi encerrado com um minuto de silêncio em memória das vítimas do desastre climático.

Dom Vital

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