Casos de alopecia entre famosas acendem alerta para sinais de calvície
Especialista explica diferentes tipos da condição e a importância do diagnóstico precoce para recuperação dos fios
O aumento de relatos de celebridades como Maiara, Gretchen e Juliette sobre a alopecia tem ampliado o debate sobre a saúde capilar. Em entrevista, o médico e tricologista Dr. Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia, esclareceu que a condição pode ser desencadeada por fatores genéticos, metabólicos e até emocionais. O especialista ressalta que o sinal de alerta surge quando a queda se torna visível em locais como travesseiros, ralo do chuveiro e escovas, indicando uma interrupção no ciclo normal de reposição dos fios.
A alopecia é dividida em dois grandes grupos: as não cicatriciais, que permitem a recuperação com tratamento adequado, e as cicatriciais, que são mais graves por causarem a destruição permanente do folículo. Entre as causas mais comuns estão a predisposição genética, alterações na tireoide, dietas restritivas e a alopecia por tração, causada pelo uso excessivo de mega hair e penteados apertados. Doenças virais, como a Covid-19 e a dengue, também aparecem como gatilhos recentes para a perda acentuada de cabelo.
Para um tratamento eficaz, o diagnóstico deve unir exames laboratoriais e o uso de tecnologias como o scanner do couro cabeludo, que amplia a área em até 30 mil vezes. O Dr. Barsanti defende metodologias não invasivas, incluindo o uso de laser, microcorrentes e ionização para estimular o bulbo capilar. Ele adverte que procedimentos sem respaldo científico podem agravar o quadro e que o transplante capilar possui contraindicações rigorosas, não sendo recomendado para menores de 30 anos ou pacientes com doenças autoimunes ativas.
