Médicos alertam para risco de evento mortal devido à gravidade da infecção bacteriana.

A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro classificou como “extremamente grave” a broncopneumonia bacteriana bilateral que motivou sua internação na UTI nesta sexta-feira, 13 de março. Segundo o médico Claudio Birolini, o quadro é uma pneumonia aspirativa, considerada mais severa do que as duas ocorrências registradas em 2025. O especialista alertou para o risco de insuficiência respiratória, descrevendo a situação atual como um evento potencialmente mortal caso não ocorram as intervenções clínicas necessárias.

Apesar da gravidade, o boletim médico indica que o paciente está consciente e apresenta uma leve melhora na saturação de oxigênio, que subiu de 80% para 90%. Bolsonaro está sendo tratado com antibioticoterapia venosa e recebe cuidados específicos para sintomas de refluxo e soluços, além de sessões de fisioterapia respiratória. A equipe ressaltou que, devido à natureza da infecção, o tratamento será prolongado e exigirá monitoramento constante na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star, em Brasília.

O ex-presidente deu entrada na unidade hospitalar no início da manhã, após apresentar febre alta, calafrios e queda súbita de saturação enquanto estava sob custódia na “Papudinha”. A defesa de Bolsonaro tem reiterado pedidos de conversão da pena em prisão domiciliar, alegando a fragilidade de sua saúde, mas as solicitações foram sucessivamente negadas pelo STF. Até o momento, não há previsão de transferência para o quarto, permanecendo o político sob vigilância policial rigorosa conforme determinação judicial.