O avanço da falta de óleo diesel no Rio Grande do Sul já alcança 166 municípios, número que representa cerca de um terço das cidades do estado, segundo levantamento atualizado da Federação das Associações de Municípios (Famurs). A situação tem levado administrações locais a adotar medidas emergenciais, direcionando o combustível disponível para atividades consideradas indispensáveis, como atendimento na saúde e transporte de pacientes, enquanto obras e serviços que dependem de máquinas foram temporariamente interrompidos.

O problema ganhou intensidade nos últimos dias, já que na semana anterior eram 142 cidades com dificuldades de abastecimento, demonstrando uma rápida expansão da crise. Entre os municípios mais afetados, Formigueiro e Tupanciretã permanecem em estado de emergência. Apesar do cenário preocupante, Porto Alegre não aparece na lista de localidades atingidas, de acordo com os dados coletados junto a 384 das 497 prefeituras gaúchas.

Especialistas apontam que a escassez e o aumento dos preços estão diretamente ligados ao impacto da guerra no Irã sobre o mercado internacional de petróleo, já que o Brasil depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido no país. Desde o início do conflito, o valor do combustível subiu aproximadamente 20%, levando o governo federal a adotar medidas como redução de tributos e subsídios ao setor, além de intensificar a fiscalização para evitar abusos na comercialização.