Fim da patente do Ozempic pode baratear tratamento e ampliar acesso no Brasil
Especialista aponta impacto positivo na saúde pública com possível redução de custos e maior acesso ao medicamento
O fim da patente do Ozempic, usado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle da obesidade, pode trazer impactos significativos para a saúde pública brasileira, segundo especialistas.
De acordo com o pesquisador Lício Veloso, da Unicamp, o fim da exclusividade da semaglutida deve permitir a entrada de versões mais baratas no mercado, aumentando o acesso ao tratamento.
O que muda com o fim da patente
Com a quebra da patente:
- outras farmacêuticas podem produzir medicamentos com o mesmo princípio ativo;
- há tendência de queda gradual nos preços;
- mais pacientes poderão ter acesso, inclusive pelo sistema público.
Segundo o especialista, isso pode gerar redução de gastos com saúde, tanto no setor público quanto privado, ao tratar melhor doenças de base como a obesidade.
Impacto na população
O cenário é relevante porque:
- cerca de 20% dos brasileiros têm obesidade;
- aproximadamente 50% estão com sobrepeso.
Essas condições aumentam o risco de doenças como:
- hipertensão;
- diabetes;
- problemas cardiovasculares.
Ao tratar a obesidade, há melhora em várias dessas condições associadas.
Avanço nos tratamentos
Nos últimos anos, houve uma evolução importante nos medicamentos para emagrecimento e controle metabólico. Antes da semaglutida, já existia a liraglutida, e mais recentemente surgiu a tirzepatida (presente no Mounjaro).
Além disso, novos fármacos estão em desenvolvimento, o que aumenta a concorrência e pode contribuir ainda mais para a redução de preços no futuro.
Benefício gradual
Apesar das expectativas positivas, a queda de preços não acontece de forma imediata. O processo tende a ser gradual, conforme novos fabricantes entram no mercado.
Ainda assim, a avaliação é que o fim da patente representa um marco importante, com potencial de democratizar o acesso a tratamentos modernos e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.
* Com informações de CNN Brasil
