Gigante dos brinquedos do RS enfrenta crise e busca proteção judicial após queda nas vendas
Concorrência, custos elevados e mudanças no comportamento infantil pressionam finanças da tradicional empresa gaúcha
A tradicional fabricante de brinquedos Xalingo, fundada em 1947 e conhecida nacionalmente por produtos educativos, entrou com pedido de recuperação judicial após acumular uma dívida que ultrapassa R$ 69,8 milhões. A empresa, sediada em Santa Cruz do Sul, tenta reorganizar suas finanças diante de um cenário econômico adverso que comprometeu sua capacidade de manter as operações nos últimos anos.
Entre os principais fatores apontados para a crise estão o aumento da concorrência com produtos importados, o crescimento do uso de dispositivos digitais por crianças e a elevação dos custos logísticos e dos juros, que reduziram a rentabilidade do negócio. Os impactos se intensificaram recentemente: a receita caiu de R$ 116,7 milhões para R$ 84,2 milhões entre 2022 e 2024, representando uma retração significativa nas vendas. Além disso, a empresa relatou prejuízo de R$ 30 milhões em 2025, revertendo um resultado positivo registrado anos antes.
A situação levou ao fechamento de unidades fora do Rio Grande do Sul, restando atualmente apenas a fábrica em Santa Cruz do Sul. O processo de recuperação judicial ainda depende de autorização da Justiça e, caso seja aprovado, permitirá a suspensão temporária de cobranças enquanto a companhia apresenta um plano de reestruturação aos credores.
