INSS suspende novos empréstimos consignados do banco C6 Consig

Medida foi motivada por cobranças indevidas de taxas e seguros em contratos de aposentados

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu, nesta terça-feira, 17 de março, a oferta de novos empréstimos consignados pelo banco C6 Consig. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, baseia-se no descumprimento de cláusulas do Acordo de Cooperação Técnica. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), foram identificados ao menos 320 mil contratos com indícios de cobranças extras indevidas, como pacotes de serviços e seguros, o que reduziu o valor líquido recebido pelos beneficiários.

A suspensão das novas averbações de crédito será mantida até que todos os valores cobrados irregularmente sejam restituídos e corrigidos aos segurados prejudicados. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, classificou a conduta como de “elevada gravidade”, reforçando que a legislação proíbe encargos estranhos à operação de crédito para proteger a renda dos aposentados. Tentativas de conciliação entre o instituto e a instituição financeira ocorreram desde novembro de 2025, mas não resultaram em acordo.

Em contrapartida, o banco C6 declarou que discorda integralmente da interpretação do órgão e que recorrerá na esfera judicial. A instituição afirma não ter praticado irregularidades e sustenta que a contratação do crédito consignado nunca esteve condicionada à aquisição de outros produtos ou pacotes de benefícios. Por ora, as operações de novos empréstimos seguem bloqueadas para o regime geral da Previdência Social.

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