Um médico cardiologista de 55 anos foi preso preventivamente nesta segunda-feira, 30 de março, no município de Taquara, sob a suspeita de abusar sexualmente de mais de 30 pacientes. A prisão ocorreu dentro do próprio consultório do investigado, na região central da cidade, após uma série de denúncias que revelam um padrão de comportamento criminoso. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas durante os exames físicos para realizar toques, abraços e beijos sem consentimento, chegando a admitir informalmente parte das condutas como uma suposta forma de “carinho”.

As investigações apontam que os crimes ocorriam há pelo menos dois anos, envolvendo mulheres com idades entre 30 e 42 anos, além do relato de uma vítima que tinha apenas 16 anos na época do fato. O médico costumava solicitar sigilo às pacientes após os atendimentos, reforçando a tese de importunação sexual recorrente. O material colhido pelos agentes demonstra semelhanças consistentes nos depoimentos, o que fundamentou o pedido de prisão cautelar para garantir a ordem pública e impedir a continuidade das práticas abusivas.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) já instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta ética do profissional e aplicar as sanções cabíveis. O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça enquanto a polícia trabalha para identificar novas possíveis vítimas. A autoridade policial ressalta a importância de que outras mulheres que tenham passado por situações semelhantes procurem a delegacia para fortalecer o inquérito e garantir a responsabilização criminal do investigado.