Ministro do STF também determinou que hospital forneça detalhes atualizados sobre o estado de saúde e o tratamento do ex-presidente.

Nesta sexta-feira, 20 de março, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o novo pedido de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro. A defesa do ex-presidente protocolou a solicitação na última terça-feira, após o político ser internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Moraes também ordenou que a unidade hospitalar envie informações detalhadas sobre os medicamentos administrados e a evolução do quadro clínico.

Os advogados de Bolsonaro argumentam que a permanência no ambiente de custódia atual oferece um risco progressivo à saúde do ex-presidente, citando a necessidade de vigilância contínua para evitar novos episódios respiratórios graves. Bolsonaro está hospitalizado desde a última sexta-feira, 13 de março, quando apresentou febre alta e baixa saturação de oxigênio enquanto cumpria prisão no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF. O relatório médico destaca que a condição é delicada devido a múltiplas comorbidades já documentadas.

Atualmente, o ex-presidente segue na Unidade de Terapia Intensiva sob monitoramento constante e fisioterapia respiratória, sem previsão de alta ou transferência para a ala semi-intensiva. Embora o boletim médico aponte uma melhora na função renal e resposta positiva aos antibióticos, o quadro ainda exige suporte clínico intensivo. Por determinação do STF, o quarto do hospital mantém segurança 24 horas enquanto aguarda o posicionamento da PGR e a decisão final de Moraes sobre a flexibilização da custódia.