Uma mulher acusada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foi condenada pelo Tribunal do Júri de Canoas pela morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, crime ocorrido em 2015.

O julgamento aconteceu terça-feira, 10 de março, no Fórum da Comarca de Canoas, e resultou na condenação da ré a 26 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado.

A sessão começou pouco antes das 10h e se estendeu até por volta das 19h, com atuação das promotoras de Justiça Daniela Fistarol e Rafaela Hias Moreira Huergo, que representaram a acusação durante o plenário.

Ré foi julgada mesmo estando foragida

De acordo com o Ministério Público, a mulher não compareceu ao julgamento e é considerada foragida da Justiça. Mesmo assim, o júri foi realizado e resultou na condenação.

Ela foi considerada culpada por homicídio triplamente qualificado, pelos agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante o julgamento, apenas uma testemunha de acusação foi ouvida, sendo o delegado de polícia responsável pela investigação do caso.

Família acompanhou o julgamento

Na parte da tarde da sessão, familiares da vítima acompanharam o julgamento. Entre eles estava a mãe do fotógrafo, que permaneceu no plenário vestindo uma camiseta com a foto do filho.

José Gustavo Bertuol Gargioni, que tinha 22 anos na época do crime, foi atraído para uma emboscada e morto a tiros em Canoas. O corpo do fotógrafo foi localizado posteriormente na Praia de Paquetá.