Investigação aponta que vítimas foram mortas após serem confundidas com integrantes de facção rival; suspeito foi preso no Pará

Novas informações divulgadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, na quarta-feira, 25 de março, confirmam que os quatro jovens mortos na Grande Florianópolis, em janeiro, foram vítimas de um crime após serem confundidos com membros de uma facção rival. Um suspeito de participação no caso foi preso no estado do Pará, após trabalho de inteligência que identificou sua ligação com as vítimas na época do crime.

A investigação aponta que Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, Bruno Máximo da Silva, de 28 anos, Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, moravam juntos em um apartamento no bairro Barreiros, em São José, e haviam se mudado recentemente para Santa Catarina em busca de oportunidades de trabalho. Conforme a apuração policial, não havia indícios de envolvimento das vítimas com atividades ilícitas.

Cronologia do caso

Dezembro de 2025: Os jovens foram vistos pela última vez na madrugada do dia 28. Câmeras de segurança registraram três deles em frente ao prédio onde moravam, e um vizinho chegou a trocar mensagens com um dos rapazes antes do desaparecimento.

Janeiro de 2026: Após o registro do desaparecimento pelo programa SOS Desaparecidos da Polícia Militar, os corpos foram localizados em uma área de mata no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis.

Quinta-feira, 16 de janeiro: Um dos principais suspeitos de liderar o crime, apontado como chefe de uma facção local, morreu durante confronto com a polícia ao reagir a uma abordagem no litoral catarinense.

Quarta-feira, 25 de março: A prisão de um novo suspeito no Pará reforçou a linha de investigação de execução motivada por erro de identificação, consolidando elementos que indicam que o grupo foi alvo por estar em uma área marcada por disputa entre organizações criminosas.

A Polícia Civil segue investigando a possível participação de outras pessoas no planejamento e na execução do crime. As famílias das vítimas continuam sendo acompanhadas pelas autoridades enquanto o caso avança para as próximas etapas judiciais.

Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina e Porto Alegre 24 Horas