Avião que caiu sobre restaurante no litoral gaúcho não tinha caixa-preta, confirmam autoridades
Investigação tenta esclarecer causas do acidente que matou quatro pessoas após decolagem em Capão da Canoa
A aeronave que caiu em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, não possuía caixa-preta, equipamento responsável por registrar dados e conversas de voo. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que destacou que o dispositivo não é obrigatório para o modelo Piper Jetprop DLX, envolvido no acidente que resultou na morte dos quatro ocupantes. Paralelamente, a Aeronáutica conduz uma investigação técnica para identificar fatores que possam ter contribuído para a tragédia.
Enquanto a apuração avança, especialistas analisam destroços, documentos, registros operacionais, imagens e condições meteorológicas relacionadas ao voo. Um relatório preliminar deve ser divulgado em cerca de 30 dias pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), embora a conclusão final não tenha prazo definido. Informações iniciais levantadas por fontes indicam que a aeronave pode não ter utilizado toda a extensão da pista e teria decolado com vento contrário às condições ideais, o que pode ter comprometido a segurança da operação.
O avião, fabricado em 1999 e com capacidade para seis pessoas, estava com documentação regular e autorização válida para voar, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A viagem tinha como objetivo apresentar a aeronave a um casal interessado na compra, sendo a primeira experiência deles com esse modelo. As vítimas foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto Nelio Pessanha e o sócio da empresa de aviação Renan Saes.
