O cirurgião-dentista Guilherme Henrique Raulino Brasil, atuante em Palhoça (SC), reformulou o modelo de seu projeto social para garantir a continuidade de cirurgias de reconstrução facial em pacientes vulneráveis. A iniciativa, conhecida como “Projeto Leozinho”, passou a cobrar o valor simbólico de R$ 1 por procedimento após denúncias ao Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC). A mudança ocorreu devido a restrições na legislação vigente, que impede a oferta de serviços odontológicos de forma totalmente gratuita por profissionais liberais.
Para os casos de extrema vulnerabilidade em que o paciente não dispõe sequer do valor simbólico, o projeto permite contribuições alternativas, como a doação de alimentos. Essa adaptação administrativa foi a solução encontrada pelo profissional para manter o atendimento humanitário sem infringir as normas éticas da categoria. O projeto foca no atendimento de pessoas com tumores, doenças raras e vítimas de acidentes graves que não encontram suporte imediato no sistema convencional.
A iniciativa de Guilherme Brasil tem ganhado destaque nacional ao transformar a vida de dezenas de pessoas, devolvendo não apenas a funcionalidade física, mas a autoestima e a dignidade. Mesmo com as adequações exigidas pelos órgãos fiscalizadores em domingo, 12 de abril, o dentista reafirmou seu compromisso com a causa social. O “Projeto Leozinho” segue como referência em Santa Catarina na promoção da saúde pública por meio de ações solidárias adaptadas à legalidade.








