O Tribunal do Júri de Osório condenou, na quarta-feira, 8 de abril, um homem de 39 anos a 28 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da companheira, uma servidora pública de 61 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2024, após uma discussão motivada por gastos financeiros feitos pelo enteado da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o réu asfixiou a mulher e, após tentativas frustradas de esquartejamento, escondeu o corpo em uma geladeira e o concretou para impedir a localização. A sentença foi proferida pela juíza Liane Machado dos Santos Caminha Gorini. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença ouviu cinco testemunhas, enquanto o acusado, que já estava preso, optou por não comparecer à sessão.

O caso chocou a região pela crueldade empregada na tentativa de ocultar as provas do feminicídio. A defesa do réu ainda pode recorrer da decisão judicial, mas ele permanecerá detido para o cumprimento da pena. A condenação reflete o rigor da justiça no combate à violência contra a mulher e aos crimes de ocultação de cadáver no Rio Grande do Sul.