Plano de Demissão Voluntária dos Correios atinge 30% da meta de adesão
Estatal projeta economia de R$ 1,4 bilhão em 2027 com desligamento de mais de 3 mil funcionários e fechamento de agências
Os Correios encerraram nesta quarta-feira, 8 de abril, o prazo de adesão ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026 com o registro de 3.075 empregados optantes. O número corresponde a 30,7% da meta inicial de 10 mil desligamentos projetada pela companhia. Apesar de não atingir o teto esperado, a estatal mantém o cronograma de reestruturação e estima que a medida, somada a outras ações de otimização operacional, gerará uma economia anual superior a R$ 500 milhões, auxiliando na recuperação da sustentabilidade financeira da instituição.
A reestruturação faz parte de um plano estratégico para o triênio 2025–2027, que prevê o fechamento de 16% das agências próprias em todo o país, totalizando cerca de mil unidades. Para financiar esse processo e modernizar a logística, os Correios garantiram um empréstimo de R$ 12 bilhões e iniciaram leilões de imóveis ociosos, com expectativa de arrecadar R$ 1,5 bilhão. A empresa enfrenta um déficit estrutural bilionário, agravado pela queda no volume de cartas e pela forte concorrência no setor de comércio eletrônico.
Atualmente, os Correios possuem 80 mil empregados diretos e estão presentes em todos os municípios brasileiros, desempenhando funções essenciais como a distribuição de provas do Enem e de urnas eletrônicas. A direção da estatal afirma que o PDV e o reposicionamento competitivo são fundamentais para reverter o patrimônio líquido negativo, que superou os R$ 10 bilhões em 2025. Com o fim do prazo de adesão, a empresa foca agora na eficiência operacional de seus centros de distribuição para garantir a continuidade dos serviços em todo o território nacional.







