Sangue identificado reforça suspeita de crime em caso de família desaparecida no RS

Polícia aponta feminicídio e duplo homicídio enquanto investigações avançam contra policial militar preso preventivamente

A perícia confirmou que vestígios de sangue encontrados na casa de uma mulher desaparecida em Cachoeirinha pertencem a ela e ao pai, ambos sumidos desde o fim de janeiro. O resultado fortaleceu a linha investigativa da Polícia Civil, que trata o caso como feminicídio seguido de duplo homicídio, diante da ausência de qualquer sinal das vítimas após mais de 80 dias de buscas.

A mulher, de 48 anos, desapareceu primeiro, e no dia seguinte seus pais, de 69 e 70 anos, também deixaram de ser vistos. A família era proprietária de um mercado na cidade, e o principal suspeito é um policial militar que foi companheiro da vítima e pai de seu filho, atualmente preso preventivamente. Segundo os investigadores, a motivação pode estar relacionada a disputas pela guarda da criança e questões financeiras envolvendo bens da família.

As apurações também passaram a incluir outras pessoas próximas ao suspeito, que teriam atuado para dificultar o trabalho policial. Entre as suspeitas estão a exclusão de arquivos eletrônicos, o apagamento de imagens de câmeras de segurança e depoimentos considerados falsos, ações que podem configurar fraude processual. Enquanto as buscas continuam, as autoridades avaliam como remota a possibilidade de encontrar os desaparecidos com vida, mantendo o caso sob investigação intensiva.

Nairana Jung

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