O Ministério Público de Santa Catarina denunciou, na sexta-feira, 22 de maio, três pessoas investigadas pela morte da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, ocorrida em março deste ano, em Florianópolis.

Segundo a denúncia, os investigados deverão responder por latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Todos seguem presos preventivamente enquanto o caso avança na Justiça.

Conforme o Ministério Público, o crime teria sido planejado por uma empresária de 46 anos, administradora do condomínio onde a vítima morava, em conjunto com um vizinho da corretora, de 26 anos, e a namorada dele, de 29 anos.

A investigação aponta que o grupo teria entrado no apartamento de Luciani com o objetivo de roubá-la. Após o crime, diversos bens da corretora teriam sido levados, incluindo televisão, videogame, cartões bancários e o veículo HB20 da vítima.

De acordo com os investigadores, os cartões bancários teriam sido utilizados para compras online após o desaparecimento da corretora. A Polícia Civil sustenta que a motivação do crime foi patrimonial, após identificar movimentações financeiras e compras feitas em nome da vítima.

Ainda conforme a apuração, um adolescente de 14 anos, irmão de um dos denunciados, também teria participado de ações relacionadas à ocultação do corpo. A polícia afirma que outras pessoas teriam auxiliado no transporte até a cidade de Major Gercino, onde Luciani foi localizada dias depois.

O caso causou forte repercussão em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul pela gravidade do crime e pela forma como os investigados teriam atuado para tentar ocultar os fatos.