‘Espadas demoníacas’: Operação contra quadrilha que extorquiu R$ 24 milhões prende quatro pessoas em SC
Ação da Polícia Civil do Amazonas teve ramificação em Santa Catarina, com prisões em Tijucas e Porto Belo; investigados são suspeitos de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro
Quatro pessoas foram presas em Santa Catarina, nesta quarta-feira, 20 de maio, durante a Operação Covil do Mamon, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas contra um esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 24 milhões.
A operação foi realizada em Manaus e teve ramificações em outros estados. Em Santa Catarina, as prisões ocorreram nos municípios de Tijucas e Porto Belo. Entre os presos estão dois policiais militares, que pertencem à Polícia Militar do Amazonas, e não às forças de segurança catarinenses.
Conforme a Polícia Civil do Amazonas, os grupos investigados ofereciam empréstimos com juros abusivos. Quando as vítimas não conseguiam pagar dentro dos prazos estabelecidos, passavam a ser alvo de cobranças violentas.
Entre os crimes apurados estão extorsão, tortura, sequestro, cárcere privado e homicídios consumados e tentados.
Segundo a investigação, apenas uma das organizações criminosas teria movimentado mais de R$ 24 milhões. O faturamento da segunda ainda é apurado por meio de quebras de sigilo bancário.
Ao todo, a Justiça autorizou 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão. A operação também determinou o sequestro de 42 veículos, a apreensão de sete imóveis, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos investigados.
Em Porto Belo, foram presos Ricardo Maia Lima e Rayany Santos Grana Maia, casal apontado entre os alvos da operação. Já em Tijucas, a Polícia Civil cumpriu mandados contra Antônio Cavalcante Monteiro e Karen Valentina do Nascimento Dias, que foram conduzidos à delegacia.
Durante a operação, a Polícia Civil também apreendeu espadas com símbolos macabros, que chamaram atenção durante a apresentação dos materiais. Segundo o delegado Fernando Bezerra, do 20º Distrito Integrado de Polícia, as armas brancas pertenciam a um dos chefes do grupo.
Apesar de haver suspeita de que as peças poderiam ser usadas para intimidar vítimas, não há confirmação oficial de que tenham sido utilizadas em crimes praticados pela organização.
O nome da operação faz referência a Mamon, termo tradicionalmente associado à ganância e à idolatria do dinheiro. Para os investigadores, a denominação representa o foco do grupo: obter lucro por meio de ameaças, violência e exploração de vítimas em dificuldade financeira.
A Polícia Civil do Amazonas segue com a investigação, e os materiais apreendidos devem auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento da análise da rede financeira ligada às organizações criminosas.
Fonte: Jornal Razão
