O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, na tarde de terça-feira, 26 de maio. Durante a audiência, que teve a duração de 1 hora e 40 minutos, o parlamentar brasileiro solicitou formalmente ao líder americano que os grupos criminosos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam declarados como organizações terroristas. De acordo com o senador, a iniciativa visa estabelecer futuros acordos internacionais para libertar os cidadãos que residem em áreas atualmente controladas por essas facções no Brasil.

Em entrevista coletiva concedida após o encontro, Flávio Bolsonaro enfatizou que a agenda foi fruto de um convite direto feito pelo próprio presidente norte-americano e negou a intermediação de empresários na articulação do diálogo. A declaração ocorre em meio à repercussão pública sobre as relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O pré-candidato rebatia também informações sobre a participação de lideranças empresariais em agendas diplomáticas do atual governo federal, defendendo que a sua recepção em Washington reflete o prestígio político internacional da oposição brasileira em pleno ano eleitoral.

Durante a reunião em Washington, o presidente Donald Trump também questionou o senador a respeito da situação jurídica e das condições de detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de indagar sobre o bem-estar dos familiares. Ao final da agenda oficial, o líder dos Estados Unidos presenteou o parlamentar com uma “challenge coin”, medalha militar de respeito, tradicionalmente utilizada pelas Forças Armadas americanas. O senador aproveitou o pronunciamento para criticar a postura externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reiterar que seu projeto político representa uma alternativa sólida para a condução do governo brasileiro a partir do próximo período presidencial.