Flávio Bolsonaro afirmou ter passado cerca de 1h40 na Casa Branca com Donald Trump, em uma reunião que ocorre no momento mais delicado de sua pré-campanha à Presidência. O senador do PL-RJ divulgou uma foto ao lado do presidente americano no Salão Oval e disse ter sido recebido com “enorme cordialidade”. Segundo ele, Trump iniciou a conversa perguntando sobre Jair Bolsonaro, incluindo as condições da prisão do ex-presidente e a situação da família.

No encontro, Flávio disse ter defendido que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, tema que provoca reação do governo Lula, que vê risco de a medida abrir brechas para ações americanas em território brasileiro. O senador rebateu essa avaliação e declarou que o combate às facções seria um interesse comum entre Brasil e Estados Unidos. Ele também afirmou ter apresentado a Trump a ideia de integrar o país, a partir de 2027, a um “Escudo das Américas” contra o crime organizado internacional e o terrorismo. O republicano, segundo Flávio, prometeu avaliar o pedido, mas não deu resposta.

A viagem acontece após pesquisas indicarem perda de fôlego do pré-candidato, depois da revelação de que ele pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para supostamente financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio negou que a reunião com Trump tenha sido usada para desviar o foco da crise e disse que “toda campanha tem altos e baixos”. Ele também afirmou que não pediu apoio do presidente americano à sua candidatura. Nos bastidores, aliados apontam que a agenda teria sido articulada com ajuda de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado.