FT Segurança dos Alimentos no RS: “um dos piores estabelecimentos que já fiscalizamos”
Operação coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul fiscalizou três mercados nesta quarta-feira, 13 de maio, interditou totalmente um estabelecimento e resultou na prisão de um proprietário.

Agentes da força-tarefa do Programa Segurança dos Alimentos, coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), realizaram uma operação de fiscalização nesta quarta-feira, 13 de maio, em três mercados de Ijuí. A ação resultou na apreensão de cerca de 5 toneladas de produtos impróprios para o consumo.
Um dos estabelecimentos fiscalizados teve interdição total, e o proprietário foi preso por crime contra as relações de consumo.
Conforme o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Promotoria Especializada de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, o mercado interditado foi um dos piores já fiscalizados desde o início do programa. “Nos deparamos com todo o tipo de problema”, destacou.
Durante a fiscalização, os agentes encontraram grande quantidade de carne e alimentos coloniais sem procedência, além de produtos vencidos. Entre os itens estavam vinhos vencidos há nove anos, bicos de criança vencidos há seis anos e fraldas infantis vencidas há quatro anos, além de raticidas, produtos de limpeza e sanitizantes fora do prazo de validade.
Também foram identificados produtos com remarcação da data de validade. Na padaria de um dos estabelecimentos, foi detectada a presença de mofo nos insumos.
Segundo o MPRS, a maior parte da carne apreendida, após avaliação das condições, foi doada ao mantenedouro de animais São Braz, de Santa Maria.
Também participaram da operação o promotor de Justiça Marcos Lamin, de Ijuí, agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do MPRS e representantes da Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), da Delegacia do Consumidor (DECON), da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM), da Vigilância Sanitária Municipal e do Serviço de Inspeção Municipal de Ijuí.





Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul







