O governo brasileiro informou, nesta terça-feira, 12 de maio, que recebeu “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro.

A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura e Pecuária e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No comunicado, o governo afirma que adotará “todas as medidas necessárias” para reverter a decisão, retornar à lista de países autorizados e garantir a continuidade das vendas ao mercado europeu.

O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia tem reunião marcada para esta quarta-feira, 13 de maio, com autoridades sanitárias europeias. O objetivo do encontro será buscar esclarecimentos sobre os motivos da exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.

A decisão da União Europeia foi justificada pelo bloco com base em regras relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Segundo o governo brasileiro, a medida foi tomada após votação no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, responsável por atualizar a relação de países aptos a exportar produtos de origem animal para o bloco.

Apesar da decisão, o governo ressaltou que as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente no momento. A medida europeia deve entrar em vigor apenas em quinta-feira, 3 de setembro.

Na nota oficial, o Brasil defendeu a qualidade do sistema sanitário nacional, classificado como “robusto e de qualidade internacional reconhecida”. O comunicado também destacou que o país é atualmente o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e fornece produtos agrícolas ao mercado europeu há cerca de 40 anos.

Fonte: Agência Brasil