Hospital no Noroeste do RS registra novo nascimento de bebê empelicado
Fenômeno raro aconteceu durante cesárea no Hospital São Luiz Gonzaga e marcou o segundo caso registrado na casa de saúde em 2026
Na última quinta-feira, 30 de abril, às 14h50, um fenômeno raro voltou a ocorrer na sala de obstetrícia do Hospital São Luiz Gonzaga, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Um menino nasceu empelicado, ou seja, ainda envolto pela bolsa amniótica.
De acordo com as informações divulgadas, o bebê nasceu saudável, pesando 3,818 kg e medindo 51 centímetros. No momento do parto, ele estava dormindo, tornando a cena ainda mais especial para a equipe médica e de enfermagem.
Este foi o segundo caso de parto empelicado registrado no hospital neste ano. A cesárea foi realizada pelos médicos Dr. Jorge Amaral, que também conduziu o primeiro parto empelicado registrado em janeiro, e Dra. Alessandra Damian, com apoio da equipe de enfermagem.
O parto empelicado é considerado raro na obstetrícia. Ele ocorre quando o bebê nasce ainda dentro da bolsa amniótica, membrana fina e transparente que o protege durante a gestação. Normalmente, a bolsa se rompe antes ou durante o nascimento, mas, nesses casos, permanece íntegra até a retirada do recém-nascido.
Segundo especialistas, não é possível prever ou programar esse tipo de ocorrência. Após o nascimento, o médico rompe a película com segurança para que o bebê seja retirado e encaminhado aos procedimentos habituais, como testes e avaliações realizados pelo pediatra neonatal.
Ainda conforme os médicos, o parto empelicado não oferece risco à mãe nem ao bebê, desde que conduzido pela equipe de saúde. A bolsa amniótica tem papel fundamental durante a gestação, pois protege o bebê e permite que ele receba nutrientes e oxigênio por meio do cordão umbilical.
A imagem do nascimento foi autorizada pela família e cedida pelo Hospital São Luiz Gonzaga.
Fonte: Fernando Maya Comunicações / Três Passos News
