O processo judicial que investiga um ex-funcionário do Banco do Brasil por estelionato e fraudes financeiras em Bom Jesus teve um novo avanço com a realização da primeira audiência de instrução, ocorrida na quarta-feira, 27 de maio. O acusado permanece preso preventivamente sob a acusação de liderar um esquema que gerou prejuízos superiores a R$ 1 milhão. De acordo com o delegado Gustavo Costa do Amaral, titular da Delegacia de Polícia de Bom Jesus, o inquérito policial apontou a prática de pelo menos 603 crimes, com o registro de, no mínimo, 32 vítimas identificadas.

Segundo as investigações, o suspeito direcionava suas ações principalmente a idosos, aposentados e pessoas com baixo grau de instrução, atraindo o público até a agência bancária com a promessa de viabilizar empréstimos anteriormente negados. Durante os atendimentos, ele coletava dados pessoais e realizava o reconhecimento facial dos clientes para emitir cartões bancários e cadastrar máquinas de cartão em nome das vítimas, utilizando os dispositivos em benefício próprio. Mesmo após ser afastado da instituição financeira, o investigado continuou aplicando golpes por meio de bancos digitais, contratando empréstimos consignados que comprometiam a renda mensal de aposentados e pensionistas.

A apuração policial indica que os valores obtidos de forma fraudulenta eram utilizados para sustentar um padrão de vida elevado, o que incluía viagens internacionais e hospedagens em hotéis de alto padrão na Região das Hortênsias. Diante da gravidade e da amplitude do caso, além da manutenção da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas bancárias do acusado para garantir o andamento do processo e a possível reparação dos danos.