O homem apontado como mentor de um ataque a uma propriedade rural em Taió, no Alto Vale do Itajaí, foi preso na tarde de quinta-feira, 28 de maio, durante a Operação Refúgio, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio das forças de segurança pública.

Além do mandado de prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Taió e Pouso Redondo. A ação contou com apoio do 13º Batalhão da Polícia Militar e da Polícia Civil.

A investigação apura crimes de roubo majorado, incêndio doloso e coação no curso do processo. Os fatos ocorreram em fevereiro de 2026, em uma propriedade rural de Taió.

Segundo as investigações, homens encapuzados e armados invadiram o local durante a ação criminosa. Um dos moradores foi rendido, agredido, amarrado e teve o celular roubado sob ameaça.

Enquanto isso, os criminosos espalharam combustível em duas edificações da propriedade e atearam fogo. Os demais ocupantes precisaram fugir às pressas para evitar serem atingidos pelas chamas. O incêndio provocou danos significativos e colocou as vítimas em risco.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), também há indícios de que testemunhas teriam sido coagidas para não fornecer informações às autoridades sobre os autores dos crimes.

Antes da operação desta quinta-feira, dois suspeitos já haviam sido presos. O investigado apontado como líder da ação permanecia foragido e, diante das dificuldades para localizá-lo, foi solicitado apoio do GAECO para identificar seu paradeiro e cumprir a ordem judicial.

Durante as buscas, materiais foram apreendidos e serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias. Os resultados dos exames devem auxiliar no avanço das investigações e na identificação de possíveis outros envolvidos.

O caso tramita sob sigilo judicial para garantir a continuidade das diligências e a segurança das vítimas.

Segundo o MPSC, o nome da Operação Refúgio faz referência à tentativa do principal investigado de se esconder em diferentes locais para evitar a prisão.

Fonte: Jornal Razão/MPSC