A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 20 de maio, a Operação Judas, com o objetivo de apurar um esquema criminoso ocorrido dentro de uma empresa no município de Cachoeirinha.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Viamão, da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (1ª DPRM), sob coordenação do delegado Alexandre Fleck.

Segundo a Polícia Civil, o esquema teria durado cerca de três anos. Mais de 65 policiais civis participaram da ação, que cumpriu ordens judiciais em Porto Alegre, Gravataí, Canoas e na Serra, no estado do Espírito Santo.

Ao todo, foram executadas 43 medidas cautelares, incluindo 14 mandados de busca e apreensão, além de quebras de sigilo bancário e fiscal, bloqueio de valores em contas de pessoas físicas e jurídicas investigadas e indisponibilidade de bens de nove empresas.

Durante a operação, foram recuperadas 18 máquinas apontadas como objeto das fraudes. Outras 20 máquinas já haviam sido localizadas e identificadas na posse indireta de um dos investigados, que as mantinha locadas a terceiros.

Também foram apreendidos celulares, notebook e outros objetos de interesse para a investigação.

De acordo com a apuração, o esquema seria operacionalizado por um funcionário da empresa, já identificado, que teria se aproveitado das funções exercidas e do conhecimento sobre os sistemas e a estrutura interna da vítima.

Ainda conforme a Polícia Civil, o investigado teria inserido dados falsos em sistemas informatizados e elaborado documentos ideologicamente falsos para subtrair 134 máquinas, entre empilhadeiras, paleteiras e equipamentos semelhantes pertencentes à empresa.

O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 16,5 milhões.

As investigações também permitiram identificar a provável destinação de parte dos maquinários e possíveis coautores envolvidos no esquema criminoso.

A operação teve como objetivo recuperar os bens subtraídos e aprofundar as provas para esclarecer a atuação dos envolvidos e a dinâmica criminosa investigada. A expectativa é de que novos bens sejam recuperados ao longo do inquérito.

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul