A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta sexta-feira, 8 de maio, o primeiro registro de hantavírus em Santa Catarina no ano de 2026, ocorrido no município de Seara. A pasta esclareceu que a infecção não possui relação com a linhagem viral que causou três mortes suspeitas em um cruzeiro internacional. Diferente do vírus identificado no navio, que possui potencial de transmissão entre pessoas, a variante presente no Estado é transmitida exclusivamente pelo contato com secreções de roedores silvestres.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil soma sete casos confirmados da doença em 2026 até o momento, distribuídos entre Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. As autoridades reforçam que o risco global de disseminação permanece baixo e que não há registro da circulação da variante genótipo Andes — responsável pela transmissão interpessoal na Argentina e Chile — em território brasileiro. Em 2025, o estado catarinense fechou o ano com 15 casos e seis mortes.

A hantavirose é uma síndrome febril aguda cujos sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça e dores musculares, podendo evoluir rapidamente para quadros graves cardíacos e pulmonares. A principal forma de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres e suas excretas, mantendo terrenos limpos e alimentos estocados em recipientes fechados. A SES mantém vigilância ativa e encaminha amostras para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para monitoramento contínuo.