Brasileira condenada por perseguir Jung Kook será deportada da Coreia do Sul

Justiça de Seul suspendeu pena de prisão, mas apontou invasões repetidas à casa do cantor do BTS e descumprimento de ordens policiais

Uma brasileira de 30 anos foi condenada na Coreia do Sul por perseguir e invadir a propriedade de Jeon Jung Kook, integrante do BTS. A decisão do Tribunal Distrital Ocidental de Seul determinou um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, o que permite que ela não cumpra a sentença em regime fechado caso respeite as condições impostas pela Justiça e não cometa novas infrações nesse período. A mulher está detida desde 27 de fevereiro de 2026 e, conforme a sentença, deverá ser deportada após o trânsito em julgado do processo.

As autoridades sul-coreanas apontaram que a brasileira foi repetidas vezes à residência do artista, no distrito de Yongsan, região central de Seul, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo a apuração, ela teria invadido a propriedade cerca de 20 vezes ao longo de um mês, a partir de 7 de dezembro de 2025, e chegou a tocar a campainha do imóvel 133 vezes na madrugada de 12 de dezembro. Jung Kook não presenciou diretamente os episódios, e a mulher não conseguiu entrar nas áreas internas da casa, mas a reincidência e o descumprimento de advertências policiais pesaram na decisão judicial.

O tribunal considerou que a brasileira não teria agido com intenção de ferir o cantor, mas sim para demonstrar sentimentos por ele. A família, que passou a acompanhar o caso após a repercussão internacional, afirma que ela é natural da Paraíba, vivia em São Paulo e viajou para a Coreia do Sul em novembro de 2025 sem avisar os parentes. Familiares disseram que tentaram convencê-la a voltar ao Brasil e alegam que ela enfrentava um transtorno mental, acreditando manter uma relação amorosa com Jung Kook. O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio da Embaixada do Brasil em Seul, que prestava assistência consular à cidadã brasileira.

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