Chuva deve continuar no Rio Grande do Sul após enchentes e acumulados de 200 mm
Previsão indica retorno da instabilidade na Metade Norte e alerta para cheias na Fronteira Oeste nos próximos dias

A chuva extrema que atingiu o Rio Grande do Sul provocou enchentes, alagamentos e bloqueios de estradas nas regiões Norte e Noroeste do estado. Os acumulados ultrapassaram a marca de 200 mm em menos de 24 horas em diversas localidades, sendo impulsionados por uma área de baixa pressão atmosférica e uma corrente de jato em baixos níveis. Cidades como Palmeira das Missões, Tucunduva, Redentora e Horizontina sofreram com o transbordamento de rios e arroios, o que resultou em famílias desalojadas, danos em infraestruturas rurais e no cancelamento de aulas na rede municipal devido à intransitabilidade de vias.
Os maiores volumes de precipitação foram registrados pelas estações meteorológicas em São Martinho, com 238 mm, e em Horizontina, com 203 mm. Toda essa vazão das bacias do Norte e Noroeste começará a ser descarregada no Rio Uruguai. Diante desse cenário, os meteorologistas alertam para o risco de uma forte elevação do nível das águas ao longo da Fronteira Oeste nesta semana e na próxima, com potencial para provocar cheias nas regiões de São Borja, Itaqui e Uruguaiana.
Embora uma massa de ar seco e frio traga uma melhoria temporária na segunda-feira, a chuva deve continuar no território gaúcho nos próximos dias. A instabilidade retorna de forma isolada na tarde de terça-feira e se intensifica significativamente na quarta-feira, 1 de julho, trazendo novos volumes elevados para os municípios da Metade Norte. O avanço de um novo sistema frontal reforçará a precipitação antes da melhora definitiva do tempo prevista para quinta-feira.






