Copom reduz Selic para 14,25% ao ano pela terceira vez consecutiva, mantendo cautela diante de incertezas globais
Comitê decide corte de 0,25 ponto percentual e aponta fatores geopolíticos e pressões inflacionárias como razões para manter estabilidade de preços

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (17) a Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. Esta é a terceira queda consecutiva dos juros.
O BC utiliza a Selic como instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e tentar controlar a inflação. A redução, segundo o comitê, sinaliza a possibilidade de estímulo à economia e diminuição do risco de descontrole nos preços.
Na reunião anterior, em abril, o Copom justificou o ritmo menor na queda dos juros pela incerteza sobre desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela inflação com expectativas de alta por período mais prolongado.
Entre março de 2025 e março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o ciclo de cortes em março, com o cenário de queda da inflação, mas a guerra no Oriente Médio manteve volatilidade de preços, dificultando novas reduções.
O comitê destacou que, apesar da redução, as incertezas sobre o acordo para cessar os conflitos no Oriente Médio e seus efeitos continuam influenciando a política monetária. Em comunicado, o Copom ressaltou a necessidade de cautela por parte de países emergentes em um ambiente de maior volatilidade de preços de ativos e commodities.
No âmbito doméstico, indicadores apontam recuperação da atividade econômica no primeiro trimestre, com setores mais cíclicos voltando a ganhar protagonismo e o mercado de trabalho demonstrando resiliência. As projeções de inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, estão em 5,30% e 4,10%, respectivamente, com metas fixadas em 3% para o período em análise e intervalo de tolerância de +/- 1,5 ponto percentual.
O comitê afirma que o tamanho total do ajuste dependerá dos próximos dados econômicos, visando garantir que a inflação retorne à meta. “Nessas condições, trajetórias que convergem a meta até o primeiro trimestre de 2028 são compatíveis com a suavização da variação dos agregados macroeconômicos”, disse o Copom.
Fonte: Agência Brasil.







